Calculadora gratuita
ROAS mínimo e ponto de equilíbrio da campanha
O painel do Google e do Meta mostra receita atribuída, nunca lucro. Esta calculadora traduz o número do painel para a única pergunta que importa: sobrou dinheiro?
A fórmula, e por que ela é sempre a mesma
O ROAS de equilíbrio é 1 dividido pela margem de contribuição. Nada além disso. Com margem de 40%, o equilíbrio está em 2,5 — cada real investido precisa gerar R$ 2,50 de receita só para empatar, porque desses R$ 2,50 apenas R$ 1,00 é margem.
A consequência prática é que não existe ROAS bom em termos absolutos. O mesmo ROAS 3 é confortável para quem tem 50% de margem e é prejuízo para quem tem 25%. Toda vez que alguém compara o próprio ROAS com o de outra empresa sem comparar as margens, a conclusão é aleatória.
| Margem | ROAS de equilíbrio | Leitura |
|---|---|---|
| 15% | 6,67× | Revenda e varejo de baixa margem — exige eficiência alta |
| 25% | 4,00× | E-commerce com frete e taxas relevantes |
| 40% | 2,50× | Produto próprio, serviço com custo direto |
| 60% | 1,67× | Serviço, consultoria, software |
| 80% | 1,25× | Infoproduto, licenciamento |
Três motivos para o ROAS do painel não ser o ROAS real
1. Ele conta receita, não lucro
É o erro tratado acima, e o mais caro. A plataforma não conhece a sua margem e nunca vai avisar que o número bonito está destruindo caixa.
2. Ele atribui vendas que aconteceriam de qualquer jeito
Campanhas de marca e remarketing costumam receber crédito por vendas de clientes que já estavam decididos. A receita é real, mas não foi criada pela campanha — foi apenas registrada por ela. Quando essas campanhas concentram a verba, o ROAS da conta sobe enquanto o faturamento total fica parado. É o sintoma clássico.
3. Ele ignora devolução, cancelamento e inadimplência
A venda entra no painel no momento do pedido. O cancelamento, semanas depois, não sai de lá. Em operações com taxa de cancelamento relevante, o ROAS real fica sistematicamente abaixo do exibido.
Quando o ROAS é a métrica errada
Em venda por atendimento — serviço, consultoria, B2B, alto ticket — o ROAS da plataforma costuma ser inútil, porque a venda não acontece no site e a plataforma não sabe que ela aconteceu. Nesses casos o que vale é o custo por cliente fechado, medido no CRM, com a origem do lead gravada desde o primeiro clique.
É por isso que rastreamento não é detalhe técnico: sem ele, a decisão de verba passa a ser tomada com o número errado, e o erro só aparece no extrato bancário.
Perguntas frequentes
ROAS ou CPA: qual usar?
Quando o ticket varia bastante entre as vendas, o ROAS descreve melhor a realidade. Quando o ticket é praticamente fixo, o CPA é mais direto e mais fácil de operar no dia a dia — inclusive porque vira teto de lance. As duas medidas dizem a mesma coisa; esta calculadora mostra as duas justamente para você usar a que couber.
Devo incluir a taxa da agência no cálculo?
Para o ROAS de equilíbrio da campanha, não — ele mede a eficiência da mídia. Para saber se a operação inteira dá lucro, some gestão e ferramentas aos custos e refaça a conta. Os dois números são úteis, mas respondem a perguntas diferentes.
Meu ROAS caiu depois que aumentei a verba. É normal?
Sim, e é esperado. As primeiras conversões vêm do público mais fácil e mais barato. Ao subir a verba, você compra alcance progressivamente mais caro — o ROAS marginal cai antes do ROAS médio. A pergunta certa não é se ele caiu, mas se o último bloco de verba adicionado ainda ficou acima do ponto de equilíbrio.
Se o seu ROAS real ainda é um palpite, o problema é medição
Rastreamento por UTM, conversões enviadas por API e CRM ligado à mídia. É a base que fazemos antes de mexer em qualquer campanha.